Entre todos os aspectos do cuidado com idosos, a saúde bucal é um dos mais esquecidos. E isso tem um custo que vai muito além do estético. Problemas bucais mal tratados podem evoluir para infecções graves, dificultar a alimentação e piorar condições crônicas.
Alerta Clínico
A má higiene bucal aumenta drasticamente o risco de pneumonia aspirativa em pacientes com disfagia e pode descompensar quadros de diabetes. O cuidado com a boca é, literalmente, um cuidado com o pulmão e o coração.
Por que a saúde bucal se deteriora na velhice?
Diversos fatores contribuem para o agravamento da saúde bucal em idosos, exigindo atenção redobrada da família e dos cuidadores:
- Efeito de Medicamentos: O uso de múltiplos remédios pode causar boca seca (xerostomia), favorecendo cáries e infecções.
- Limitação Motora: Dificuldade manual para realizar uma higiene bucal adequada e minuciosa.
- Fator Cognitivo: Quadros de demência que interferem na cooperação do idoso com os ritos de higiene.
- Falta de Rotina: A ausência de um acompanhamento odontológico regular especializado em geriatria.
O que fazer na prática?
Pequenas mudanças na rotina de cuidados garantem grandes impactos na qualidade de vida:
- Calendário Médico: Inclua uma visita ao dentista pelo menos uma vez ao ano como prioridade.
- Supervisão Ativa: Realize ou supervisione a escovação diária, garantindo que seja feita corretamente.
- Cuidado com Próteses: Higienizar as próteses dentárias, lavando-as e guardando-as corretamente todos os dias.
- Hidratação Constante: Manter a boca sempre umidificada reduz desconfortos e previne a proliferação de bactérias.
Um sorriso saudável melhora a autoestima, facilita a alimentação e previne complicações hospitalares. Inclua o dentista no time de profissionais que cuida do seu familiar. 🦋





